Diário de Bordo: O que a Chapada Diamantina deixou em mim

Eu sempre tive dentro de mim a vontade de me aventurar. De viajar sozinha. De conhecer o desconhecido. E sempre amei a natureza – hoje muito mais. Quando decidi que era a hora de dar um passo diferente na minha vida, a Chapada Diamantina caiu no meu colo. De cara não foi a minha primeira escolha de destino. Mas sinto que tudo aconteceu como era para ser. Tinha que ser ela.

Quando eu comecei a pesquisar sobre o lugar e vi as fotos – me conhecendo bem – sabia que iria me emocionar. Mas não tinha ideia da dimensão dessa emoção. Os meus amigos que leem meu blog e são da minha cidade, sabem que lá é bonito demais. Estou acostumada com a natureza. E a ver paisagens. Porém, o sentimento é totalmente diferente. O deslumbramento é outro.

Acredito que estar sozinha contribuiu para que tudo fosse como foi. Eu estava livre. Nada do que ficou em Botucatu me prendia. Era eu e o novo: pessoas e lugares. E por que não sentimentos? Me permiti viver e sentir. Me mantive aberta para receber o que viesse. Quando você viaja com alguém que já faz parte do seu ciclo, acaba se fechando ao mundo particular de vocês. Já quando está sozinho se abre para o mundo de quem se aproximar de você. E isso é incrível!

Cada pessoa que eu convivi nesses sete dias deixou um pouquinho de si comigo. Conheci pessoas muito diferentes de mim e aprendi a lidar com isso. A respeitar. A ajudar! Aprendi que a coletividade é essencial, principalmente na montanha. Tive a sorte de viajar com um grupo de pessoas sensacional. O que fez toda a diferença na minha viagem. Me senti em casa!

Viajar sozinha é também uma viagem para dentro de si. Me conheci ainda mais: meus sonhos e sentimentos. Me emocionei diversas vezes sozinha. Sorri e agradeci sozinha. Só eu, o Universo e a Mãe Natureza. Quando você está acompanhada não vive só as suas emoções, mas as da outra pessoa, também. Quando está só, as sensações são puras. Exclusivamente suas. E isso não é egoísmo, é nosso direito. E dever!

Lá na Chapada tudo é imenso e intenso. Pelo menos a maioria dos lugares. Os que mais me deixaram extasiada eram imponentes. A natureza te mostra que você não é nada. E foi isso que me deixou sem fôlego a viagem toda. Mesmo nos meus sonhos mais profundos, eu não imaginaria que seria como foi. Tentei por diversas vezes transmitir para as pessoas tudo o que vi e senti, mas desisti. Não tem como. Acredito que nunca fui para um lugar que me trouxe tanta paz, como lá. Simplesmente amei! Foi minha melhor viagem até agora.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *