Diário de Bordo: Gruta da Lapa Doce, Pratinha e Morro do Pai Inácio

7:00 am

Café da manhã no Capão. Hora de arrumar a mala para o último passeio. O dia amanheceu com cara de segunda-feira. Rs. Estava com cara de despedida. Dessa vez o grupo estava completo. E às 8:30 partimos para as grutas. Alguns escolheram a gruta Torrinha e outros – inclusive eu – escolheram a da Lapa Doce. Eu optei por essa por ter uma dimensão maior. Queria sentir aquele “uau” com a grandiosidade.
Deixamos o pessoal na Torrinha e seguimos para a nossa. Chegando lá, recebemos uma lanterna cada um e descemos com o guia local. A gruta da Lapa Doce tem 42 km de extensão (mapeados), é a segunda maior do país. O Canal Off recentemente gravou um programa lá, que é possível acessar pela internet, no site deles.
Quando chegamos na entrada da gruta me senti minúscula. Atrás estava a luz e à frente um buraco negro. Era para lá que nós íamos. A entrada possui 72 m de altura. Seguimos caminhando. O chão era de areia, mas em alguns trechos víamos alguns montes de pedras. Segundo o guia, elas caíram do teto da gruta, devido a infiltração subterrânea. Pelo caminho fomos admirando as estalactites (no alto) e as estalagmites (no chão), que são como as “nuvens”, você consegue enxergar várias formas.
Para mim, a parte mais incrível foi quando chegamos no meio do trajeto e o guia pediu para desligarmos as lanternas. Eu nunca tinha visto aquilo na minha vida. Uma escuridão plena. Não enxergava absolutamente NADA. Nem um vulto. Nem a minha mão encostada no meu nariz. NADA! Todos ficaram em silêncio. Foi um momento assustador e encantador ao mesmo tempo. Foi como se eu tivesse mergulhado em uma tinta preta sólida, pois era isso que eu enxergava. Mil coisas passaram pela minha cabeça, uma delas, a vida de um cego. Imaginei perder a visão. E foi perturbador. Que experiência sensacional!
Acendemos as lanternas e seguimos. A saída estava logo à frente. Com as luzes desligadas eu também havia pensado se eu ou alguém se perdesse ali. Será IMPOSSÍVEL se mexer para tentar sair. Você perde a noção de tudo, de direção e de espaço. Quando andamos um pouco e avistamos a luz que apontava a saída, pensei: ela estava tão perto e não saberíamos nunca naquela escuridão. É, a natureza é mesmo poderosa!
14:30 pm
Almoçamos no restaurante da Lapa Doce. Sentei para comer embaixo de um umbuzeiro lindo. Sombra e brisa fresca. Que delícia! Todos alimentados, seguimos para a Fazenda da Pratinha. O lugar é como um parque. Tem tirolesa, flutuação, caiaque, pedalinho, etc. Você paga individualmente cada atividade, fora o valor da entrada. Eu fui só na tirolesa. Achei muito bonito o local, onde você cai é um lago de água cristalina. Visto de cima possui uma cor meio azul esverdeado. Porém, é de fácil acesso e tinha muita gente, principalmente por ser um sábado. Achei que perdeu o encanto. Vi pessoas tomando cerveja na água. Não curti. Virou um parque aquático, e na minha opinião, não é o intuito de quem está lá, né?!
16:30 pm
Partimos para o último passeio da trip. Não sei se eu estava feliz ou triste. Seguimos para o Morro do Pai Inácio. O tempo estava lindo. Para a nossa sorte. Chegando lá, comprei um suco de Mangaba – que eu conheci aqui na Chapada e amei – e uma cocada. Começamos a subir a montanha. Íngrime e cheia de pedras. Só para manter o padrão. Rs. Quando chegamos no topo soltei aquele “uau”de sempre. Rs. Pensa em uma visão 360ºC de todos os morros e vales em volta. Maravilhoso! Ventava absurdamente. Não dava para ficar “moscando”, por que uma rajada forte te derrubava. Lá de cima dava para ver o aeroporto. Bem pequenininho.
Esperamos para ver o pôr-do-sol lá de cima. E o Universo nos presenteou com um céu lindo. O incrível foi que só daquele lado o tempo estava bom, atrás de nós a chuva chegava sorrateira. Assistimos à despedida do astro Rei. E à nossa da Chapada Diamantina. Foi mágico!
Descemos correndo para o pé da montanha, pois a chuva estava chegando rápido. O tempo estava tão a nosso favor, que a água começou a cair assim que entramos no carro. Obrigada, Bahia! A partir dali seguimos de volta para Lençóis. Nosso ponto de chegada e partida. A vibe estava tão incrível que fomos todos cantando o trajeto todo.
18:40 pm
Chegamos em Lençóis. Ultima noite na Chapada. Eu saí apenas para comer um acarajé, que eu estava morta de vontade. Voltei rápido, pois estava chovendo. Inclusive foi o único dia que pegamos chuva. Acredito que ela veio para lavar a alma! Fiquei curtindo um pouco a pousada e depois dormi.
Fim de trip! 🙏🏼✈️
E nos vemos em breve. Até a próxima! 😘😊

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