A incrível experiência de hospedar-se em um hostel

Quando você planeja uma viagem, quais são os pontos que leva em consideração ao escolher o lugar onde se hospedar? Limpeza? Conforto? Localização? E que tal somar tudo isso a pontos importantes como socialização, custo-benefício e novas experiências? São esses itens que estão tornando os hostels um dos principais meios de hospedagem do mundo.

Enquanto os hotéis e as pousadas ainda insistem em cobrar preços exorbitantes – principalmente na alta temporada -, os hostels apostam em uma atmosfera criativa, interação social e atendimento personalizado. Através deste tipo de hospedagem é possível conhecer pessoas de diferentes nacionalidades. Morar alguns dias – ou até meses – em uma mesma casa com diversas pessoas é extremamente enriquecedor quanto a novas culturas e costumes.

Esqueça aquela formalidade e impessoalidade dos hotéis, hospedar-se em um hostel é sentir-se em casa. O clima é acolhedor e os funcionários acabam se tornando amigos dos hóspedes, pois todos possuem a mesma paixão: viajar e conhecer pessoas e lugares. O fato de as pessoas dividirem o mesmo ambiente, faz com que aprendam mais sobre coletividade e empatia, afinal, suas atitudes refletem no bem-estar do próximo. Individualidade não existe!

Já imaginou sentar-se para jantar em uma mesa com pessoas do Japão, das Filipinas, da Suécia, da Itália, da França, da Alemanha e da América do Sul? É essa interação e troca de experiências e de saberes que os hostels propõem. A maioria dos albergues oferecem festas e happy hours para aumentar ainda mais essa conexão entre os hóspedes. Fato que dá muito resultado, visto que a maioria acaba mantendo contato mesmo após a viagem. Que tal fazer amigos de todos os cantos do mundo?

Os proprietários de hostels são pessoas com muito conhecimento local. Para quem deseja conhecer mais a fundo a região, bater um papo entre uma cerveja e outra é uma ótima pedida, já que conversa e troca de informação são o que eles mais gostam. Funcionários e colaboradores procuram oferecer o melhor para os hóspedes e não o mais caro, como acontece em redes de hotelaria. O que mais importa é a satisfação do viajante. Quer condições melhores do que essa para descobrir dicas de passeios e restaurantes que cabem no seu bolso?

Sem dúvida, o preço justo é um dos principais pontos ao hospedar-se em um hostel. O custo-benefício de todos os serviços oferecidos é inigualável. E para quem não abre mão da privacidade, a maioria dos hostels oferecem quartos privativos, além dos compartilhados. Você continua com os benefícios da socialização, mas com um quarto só para você.

E, por fim, escolha um hostel que tenha a sua cara. Para quem curte uma pegada mais night, existem os hostels mais agitados. E para quem prefere tranquilidade e um ambiente mais zen, é possível hospedar-se em outros que prezam pelo silêncio e sossego. Basta navegar por sites, como: AirBnb, Hostelworld, Booking, etc. e pesquisar a fundo as opções. Lembrando que quesitos como: limpeza e segurança devem ser garantidos por todos os albergues.

O que você encontra em um hostel:

– Preço justo;

– Cozinha compartilhada. Você cozinha ao lado de pessoas do mundo todo e aprende a aprimorar aquela receita gringa;

– Quartos compartilhados e privativos;

– Wi-fi;

– Conforto;

– Segurança;

– Diversão ou tranquilidade, dependendo da sua escolha;

– Cultura, conhecimento, socialização e novas experiências;

– Dicas e informações sobre a região;

– Passeios;

– Amigos.

E, aí, qual a próxima parada?

Desculpa, mas sou da geração que não tem medo de arriscar

“Há alguns dias chamei meu pai para conversar. O assunto, que muito me provoca euforia, a ele causou receio e espanto: ‘Pretendo me mudar para a Austrália no ano que vem'”.

Recentemente deparei-me com uma situação, a qual eu já escrevi muito sobre, mas nunca havia vivenciado realmente – não tão diretamente. No meu dia a dia, procuro incentivar as pessoas a não terem medo e a gostarem das mudanças, pois é assim que o fluxo natural das nossas vidas corre. O estático não funciona. Porém, nem sempre é fácil mudar. Às vezes, o melhor nos espera, entretanto, para alcançá-lo precisamos nos sacrificar.Correr riscos. Dizem – e eu acredito piamente – que para chegar ao “impossível” é preciso deixar muitas coisas para trás. E estar disposto a isso não é para qualquer um.

Mês passado decidi que 2017 será um ano decisivo para mim. Eu, assim como todos os jovens da minha idade, às vezes me pego em crise existencial. Poxa, já tenho 27 anos (quase) e não vejo minha vida evoluir. Não me vejo 100% independente. Parece que, ao invés de estarem cada vez mais perto, as coisas que eu almejo para mim estão cada vez mais difíceis de serem alcançadas. Meu pai com a minha idade já tinha casa, euzinha, um cachorro, carro, etc. No momento, minha única vantagem nessa comparação é que eu tenho dois dogs (que eu me desdobro para não deixar faltar nada).

Cara, a pressão que a sociedade impõe sobre nós vira e mexe consegue nos abalar, por mais que lutemos contra. A questão não é “ser rico” ou não. É não ter que depender de ninguém nessa porra. Já dependemos de tanta coisa nesse sistema sujo. Não sei o resto do mundo, mas pensar que alguém paga minhas contas me incomoda demais. É claro que nossos pais estão aqui para nos ajudar – caso viermos a precisar. Mas, meu amigo, chega uma idade, que essa “ajuda” não pode mais ser uma obrigação. É hora de voar!

Quando eu sai da casa do meu pai, em 2015, dei um voo baixo, rasante, rumo a minha independência. Amadureci. Evolui um tiquinho. Não foi um passo pequeno, muito pelo contrário, foi um passo gigante se comparado a minha situação há dois anos. No entanto, nesse momento, me sinto estagnada e tenho pavor disso. Sinto-me preparada para decolar e buscar novos ares. Tenho diversos sonhos a serem realizados. Não posso esperar que eles venham bater na minha porta, não é mesmo? Se eu não me jogar no mundão, vou ficar para sempre no “se”. E esse “se” tem o peso imenso dentro de nós.

Por fim, me deixei sonhar e planejar um futuro diferente e não tão impossível assim: “Vou largar tudo para estudar fotografia e tentar a vida na Austrália, em 2018. Sem data para voltar”. Li muito. Conversei com brasileiros que vivem lá. Pesquisei. Pesquisei mais um pouco. E decidi: é possível! Na minha cabeça, eu só precisaria ter força de vontade e determinação, que o resto aconteceria normalmente. Certo? Certo! É dessa forma que as coisas fluem. Basta querer e ter vontade. E se der errado? Cara, se der errado,“tamo aí”. Ninguém está livre da decepção e da frustração. Não acredito que as coisas fluirão às mil maravilhas, mas se não focarmos no pensamento positivo e seguirmos em direção a ele, aí que nada vai rolar, mesmo.

Tudo decidido! Chamei meu pai para conversar. Contei todos os meus planos. E, foi nesse momento, que o meu mundo ‘quase’ desabou. Me senti uma sonhadora (no sentido pejorativo). Ele, assim como grande parte dos seres humanos, prefere se agarrar aquilo que é mais seguro, que não tem chances de erros, do que ir atrás dos próprios sonhos. Nossa conversa foi uma troca de ideias, nada de “nãos” ou proibições. No entanto, ouvir meu pai falando tanta coisa distinta do que eu penso só me fez ver o quanto as pessoas têm medo.

“Maysa, você deveria prestar um concurso público. Não vai precisar trabalhar direito. Vai ficar sentada no ar-condicionado o dia inteiro. Não corre o risco de perder o emprego. Ganha bem”. Aquelas palavras foram entrando no meu ouvido e eu só conseguia sentir meu espírito livre gritando dentro de mim: NÃO, NÃO É ISSO QUE EU QUERO. Me deu desespero só de imaginar. Sabe, eu até entendo ele, de querer me dar estabilidade e segurança financeira para se sentir mais tranquilo. Quer me ver independente. E esse tiro no escuro na Austrália é um pouco incerto. Ouvi dele que se nada der certo, eu já vou ter 28 anos, muito velha para começar de novo. E existe idade para começar? Recomeçar?

Terminamos a conversa de uma forma ótima. Entretanto, todas as coisas que ele me disse, por algumas horas conseguiram me desestabilizar. Me deram medo. Pela primeira vez, eu senti medo de arriscar. Então, comecei a chorar sozinha. Chorava e não sabia por que. Pensei: “Cara, o que eu tô fazendo? Eu sempre me entreguei e confiei. Até das minhas frustrações eu tirei muita coisa boa. Se liga, Maysa. As coisas vão dar certo. Tudo vai acontecer como tem que ser”. Passado esse turbilhão de sentimentos dentro de mim, comecei a refletir. Eu havia sentido na pele, o que grande parte das pessoas sentem diariamente. E isso é apavorante.

As pessoas preferem viver uma vida que elas não amam, que não acham foda, por medo de arriscar. Trabalham por dinheiro e estabilidade financeira e não por paixão. Não sentem tesão no que fazem. E acham que almejar uma vida dessas é coisa de sonhador lunático. “Meu sonho é ser uma fotógrafa top, naipe National Geographic”, mas para as pessoas, eu viajo “nas ideias”. Cara, você já parou para pensar que a pessoa que está lá naquele lugar que você quer chegar, não nasceu ali? O ser humano, aceita “que dói menos”, ao invés de ir à luta.

Meu pai me disse que eu posso me frustrar mais uma vez indo para a Austrália. E eu respondi que mais frustrada eu seria se ficasse aqui, vivendo uma vida que não é nem de longe, a vida que eu sonho. Prefiro me frustrar em uma tentativa, do que a vida toda. Todas as pessoas que conquistaram seus objetivos precisaram arriscar, seja o que for. Não existe tentativa sem erro. E, para mim, o maior dos erros é não tentar.  Sempre escutei meus avós se lamentando de algo que não fizeram. Na última conversa que tive com minha avó, ela me disse que seu maior arrependimento é não ter cursado a universidade que tanto queria. Casou-se com meu avô e foi levar a vida que a sociedade impõe como correta. E ela, é minha maior incentivadora!

Me desculpa, mas eu nasci na geração que arrisca, e permanecer nessa vida estática que a sociedade quer, não está nem de longe nos meus planos. E você, se joga ou aceita o que é mais cômodo?

Estamos vivendo a era das relações superficiais

Bastou o aplicativo de envio de mensagens e áudios, WhatsApp sair do ar por apenas 24 horas para muitas pessoas ficarem sem saber como se comunicar – e viver. Essa necessidade quase que desesperada de estar sempre conectado merece atenção. Como previu Albert Einstein: “Eu temo o dia em que a tecnologia ultrapasse nossa interação humana, e o mundo terá uma geração de idiotas”. Acredito que essa geração já está entre nós – ou somos nós. É assustador pensar que um app se tornou a maior – ou única – ferramenta de comunicação entre pessoas.

Agora vamos analisar: De todas as pessoas que você conversa durante o seu dia, com quantas o seu contato é físico? Para quantas delas você liga ao invés de enviar uma mensagem de texto? A minha resposta é: Nem metade. Isso pode parecer besteira, afinal o importante é estar presente na vida dessas pessoas, seja via WhatsApp, Facebook ou pessoalmente. Concordo! Entretanto essa não deveria ser a interação predominante. Atualmente, as pessoas conversam muito mais digitando do que falando. O que mais vejo são pessoas sozinhas com o celular na mão, vivendo em um mundo digital particular.

O problema é que mensagens não transmitem sensações, sentimentos e energias. O olho no olho, o contato físico e o tom de voz continuam sendo insubstituíveis. Ainda não inventaram um aplicativo que consiga transmitir tão bem a essência de uma pessoa quanto a sua conexão física. E isso tem tornado as relações humanas cada vez mais superficiais. Nós achamos que conhecemos nossos mais de mil amigos do Facebook através das postagens diárias que os mesmos fazem.  Porém, atrás de uma tela de computador ou celular, cada um é o que quer. Para conhecer verdadeiramente uma pessoa é preciso ir além.

No entanto, o que está em falta são pessoas dispostas a realmente irem além. Está tudo tão fácil, a internet disponibiliza uma cartela de opções e muitos optam pelo que está na “vitrine”. Visualize a cena: Eu abro meu Facebook e começo a pesquisar os perfis (masculinos ou femininos). Analiso as fotos (aparência em primeiro lugar, claro), depois passo para as postagens, os lugares que a pessoa frequenta, vejo os amigos em comum e pronto! Achei o novo alvo. Chamo no inbox, puxo um papo (bem mais ou menos), peço o WhatsApp e se não rolar, logo pulo para outra. E assim sucessivamente. Parece familiar?

Agora te pergunto: Qual a profundidade desse tipo de relação? A meu ver, zero. Onde foi parar a curiosidade e a dedicação em conhecer verdadeiramente uma pessoa? Uma vez li esta frase: “Sobram pessoas interessadas e faltam pessoas interessantes”. No entanto, eu acredito que faltam os dois tipos. Ninguém se interessa mais pela história do outro, pelas paixões, princípios e dores. Desta forma se tornam também desinteressantes.  Acredito que isso também se deve ao fato dos relacionamentos estarem sendo trocados em uma velocidade surreal. As pessoas se tornaram substituíveis, assim como produtos.

Felizes mesmo eram nossos avós, que sentavam lado a lado e a única coisa que faziam era conversar. Conheciam-se verdadeiramente. Olhavam no olho um do outro, pegavam na mão e mesmo sem nenhum contato mais íntimo, tinham muito mais intimidade do que grande parte das relações atuais. O mundo anda tão acelerado que as pessoas não têm mais tempo de observar quem vive ao redor delas. Estão sempre correndo e não percebem os mínimos sinais. Quão bem você conhece as pessoas que convivem com você? Seja no trabalho, na escola, no seu circulo de amizades ou na sua família.

Você tem interesse em saber sobre a vida delas? Sobre suas crenças, valores, vitórias e superações? Tenho certeza que se todos tivessem a preocupação de conhecer profundamente o ser humano, muitos problemas seriam solucionados. Seria muito mais fácil compreender as atitudes alheias, afinal, você não pode julgar algo o analisando apenas superficialmente. Um iceberg pode ser muito maior quando olhado de dentro do oceano. Portanto, não limite suas relações. Não deixe que a tecnologia engula seus sentimentos e prive suas interações pessoais. Parece até ironia, mas a internet, utilizada para conhecermos pessoas, tem nos impedido de conhecê-las. Pense nisso!

Estar só nunca foi sinônimo de solidão

Meus avós paternos foram casados por mais de seis décadas e a vida da minha avó foi dedicada ao marido, filhos e netos durante todo esse tempo. No entanto, há quase quatro anos meu avô faleceu e minha avó sempre salienta a solidão que sente pela falta dele. Ela diz que “estar só é muito triste”. (Ressaltando que ela possui quatro filhos e oito netos).

Porém, compartilho aqui com vocês o que eu sempre digo a ela: quando você está bem consigo mesmo, ‘estar só’ não é um problema. A sua própria companhia se torna um prazer. Ter o privilégio de ter um momento só seu, de autoconhecimento e cuidado é incrível quando o seu interior está em paz.
Mas, afinal, qual é a diferença em estar só e ser solitário? No primeiro caso você apenas vivencia  momentos nos quais está sozinho, como ir ao cinema, ao teatro, almoçar, viajar, etc. Entretanto, possui amigos, família e pessoas ao seu redor que te amam e se preocupam com você. Os quais você compartilha horas de alegria, também.
No segundo caso, a pessoa não opta por estar sozinha em determinados momentos. Pessoas solitárias, que vivem sós, não possuem convívio próximo com outras. A solidão é triste e não traz prazer. A grande diferença é essa. Uma pessoa solitária é capaz de se sentir só em meio a uma multidão. O sentimento vem de dentro e transborda por fora.
Certa vez fui ao cinema sozinha e causei grande espanto em algumas pessoas: “Nossa, que triste! Você foi sozinha?”. Sim, fui sozinha. Mas fui por que eu quis. Por opção. Por amar a minha própria companhia. Muitas vezes desejamos estarmos sós. Para respirarmos e nos concentrarmos em nossos próprios pensamentos.
E isso faz um bem danado. Dedicar um tempo do seu dia a você e ao seu interior faz sanar diversas dúvidas. Quando a sua própria companhia te basta, qualquer lugar te faz bem. E a presença de outras pessoas se torna uma somatória. Estar só traz tranquilidade, liberdade e evolução pessoal.
Não permita que seu bem estar dependa da presença de outras pessoas. Faça com que isso seja uma soma em sua vida e não apenas uma subtração da sua parte. Passe momentos sozinho, curtindo a sua própria energia, e quando estiver rodeado de outras pessoas, aproveite a troca de vibrações.
Precisamos deixar de lado esse tabu de que quem faz algo sozinho é solitário. Liberte-se da necessidade de sempre estar acompanhado. Sinta-se livre para fazer, mesmo que só, aquilo que tem vontade. Se ame e ame sua companhia. Vivendo assim você aproveitará ainda mais os momentos ao lado das pessoas que ama.