Se perdoar é limpar a casa onde a alma faz morada

“Há dois dias recebi uma carta anônima via TypeForm. Foi a primeira do novo projeto do blog, o “Uma história, grandes aprendizados’. (Para saber mais e participar, clique AQUI). A cada parágrafo que eu lia, sentia que aquele texto era um desabafo de alguém que se culpa muito. A pessoa não descreveu os detalhes, mas consegui perceber a profundidade dos sentimentos. Portanto, hoje iremos falar sobre a importância de se perdoar”.

 Milhares de pessoas nascem e morrem diariamente no mundo. Independentemente das crenças que cada pessoa possui, é sabido que nossa estadia no plano terrestre tem apenas uma função: evolução. Portanto, não existe ser humano perfeito, todos nós estamos fadados a errar e errar e errar. É assim que crescemos, amadurecemos e aprendemos. Quão bom seria se tivéssemos a capacidade de evoluir apenas observando. É claro que isso é possível, mas apresente-me uma pessoa que tenha vivido plenamente apenas com a sabedoria da observação. Não existe!

Nossos erros e falhas não são apenas reflexos do que somos, mas também do meio em que vivemos e das pessoas com quem convivemos. Não é à toa que no decorrer de nossas vidas mudamos de opinião sobre diferentes assuntos. Aposto que seus ideais não são os mesmos que a 10 anos atrás. Os valores de um adolescente não são os mesmos de um idoso, por exemplo, pois as experiências de vida nos transformam e nos fazem enxergar o mundo com outros olhos. É por esse motivo que os erros são tão importantes.

Recentemente meu irmão de 9 anos me contou que caiu da árvore: “Eu subi e me balancei no galho. Como não aconteceu nada, eu subi de novo e me balancei mais uma vez. Então, o galho quebrou e eu cai de costas no chão. Não subo mais naquela árvore”, ele disse. O problema é que o galho era muito fino e meu irmão já não é mais tão pequeno quanto antes. Entende? Ele precisou se machucar um pouco para aprender que aquele pequeno graveto já não cabia mais nas brincadeiras dele. E assim é a nossa vida!

O problema é que as pessoas se cobram demais, além do necessário. Fala-se muito em perdoar o próximo, mas será que lembramos de nos perdoar? Por que quando o assunto são os nossos erros, a compreensão é menor? Todos os dias nos cobramos para compreender e aceitar as falhas alheias, afinal, todo mundo erra. Perdoamos o vizinho, o amigo, o pai, a mãe, mas julgamos a nós mesmos. Imploramos pelo perdão do outro, mas esquecemos que quem tem que fazer isso somos nós mesmos, em primeiro lugar.

Quando sentimos tanta necessidade de sermos perdoamos por outra pessoa é por que ainda nos culpamos por algo. Portanto, entenda, essa compreensão precisa vir de você, lá de dentro do seu coração. Não se culpe tanto. Acalme sua alma. Reflita. Aprenda com seu erro. Vire o jogo. Faça com que esse seu ato errado se torne algo bom para você. Agora você tem mais uma experiência na sua bagagem de vida. Encare os acontecimentos de uma forma mais leve e cuide de você. Se ame. Se perdoe. Não espere que outra pessoa faça isso no seu lugar.

Não terceirize o que só você sabe fazer por VOCÊ! Se você errou com outra pessoa, peça perdão, mas não permita que algo que venha de fora seja responsável pelo seu bem-estar. Perdoe-se por ter errado. Cabe ao outro perdoar, também, mas não por você, por ele (ela). Quem perdoa, seja a si ou ao outro, tira um peso de dentro de si. O perdão liberta! Te deixa livre da culpa, da mágoa e do ressentimento. O mundo lá fora já é tão turbulento, por que vamos tornar nosso interior uma bagunça, também? Seu corpo e sua alma são sua morada, não espere que alguém venha e a limpe por você.

Voa mais alto quem não voa sozinho

“Em abril deste ano (2017), a Netflix lançou a série ’13 Reasons Why’, que gerou muita polêmica na época. Eu, que nunca consigo acompanhar nenhuma série até o final, assisti esta em dois dias. Fiquei abismada com a profundidade do tema. Como tudo o que vira assunto na internet, a produção recebeu críticas e elogios. Uma parcela do público afirmou que a história poderia incentivar o suicídio. No entanto, é sobre a mensagem que as treze primeiras temporadas tentaram nos passar, que iremos abordar hoje”.

No baixo dos meus 27 anos, não posso afirmar com certeza como eram as relações humanas há décadas e décadas. Acredito que eram mais complicadas do que atualmente. Entretanto, com a internet e a tecnologia cada dia mais fortes e presentes no nosso dia-a-dia, os problemas psicológicos aumentaram drasticamente. Antigamente, as pessoas conversavam mais pessoalmente, passavam mais tempo juntas, as crianças brincavam na rua, os pais trabalhavam menos e a vida era menos corrida.

As pessoas preocupavam-se menos com a aparência, e a aquisição de bens materiais era – em sua maioria – por necessidade e não por futilidade. O estilo de vida era mais calmo e simples. Porém, desde aquela época, o consumismo já existia. A indústria nasceu e com ela o capitalismo. O ser humano foi gradativamente sendo educado a buscar mais: mais dinheiro, mais beleza, mais bens, etc. O que antes era voltado para o todo, foi se tornando individual. Aos poucos, as pessoas passaram a olhar apenas para si. E viver passou a ser uma competição.

As crianças são incentivadas a serem as melhores da sala de aula. “Meu filho é o primeiro da classe”. Dentre os adolescentes de classe média e classe média alta, a disputa pelos melhores tênis e as melhores roupas dentro da escola é, muitas vezes, incentivada pelos próprios pais, que muitas vezes nem percebem o que estão fazendo.  Atitude essa que faz com que as crianças da periferia cresçam buscando por esse estilo de vida.  Posteriormente vem o vestibular. Os jovens lutam para conquistar uma vaga. Alguém precisa se dar mal para que o outro se dê bem. Os professores julgam a parcela problemática dos estudantes: “Não têm futuro”.

As meninas são criadas para competir entre si. Desde a adolescência disputam pela atenção dos meninos. E os garotos, competem qual é o mais “pegador”. Na faculdade, os jovens lutam para serem populares, aceitos e descolados. Não é fácil entrar em um lugar onde você se sente diferente e sozinho. É preciso fazer parte, assim fomos ensinados. A vida de estudante chega ao fim. Agora é hora de procurar um emprego: “Você precisa ser o (a) melhor. Precisa se destacar. Conquiste isso a qualquer custo”. Nem que para isso você precise deixar algumas coisas para trás – ou algumas pessoas.

Conseguiu um emprego? Bom, mas não pode ser qualquer trabalho, você precisa ser bem sucedido, ganhar bem e ter um carro legal. Caso contrário, não vale. Conquistou tudo isso? Chegou o momento de encontrar um (a) parceiro (a). No entanto, não basta amar alguém, é necessário casar e constituir família, pois “o ser humano nasceu para casar e ter filhos, é essa a ordem da vida”. Então, você casa, afinal a sociedade quer assim. Tenta uma, duas, três vezes e nada de engravidar. Você nem tinha certeza se queria ser mãe/pai, mas tenta mesmo assim. Porém, descobre que não é fértil. O mundo desaba: “As pessoas esperam que após o casamento eu tenha filhos”.

Percebe como é difícil se encaixar? Em um mundo com 7,2 bilhões de habitantes, é burrice achar que todas as pessoas têm os mesmos sonhos e ideais. Você pode ser mulher e não querer ter filhos. Pode ser homem, mas se sentir bem vestido com roupas femininas. E está tudo bem! Não estamos neste plano para agradar o sistema. O reflexo dos princípios impostos sobre nós desde pequenos estão aparecendo agora. Os índices de suicídio cresceram absurdamente.

De acordo com a BBC Brasil, entre 1980 e 2014, houve um crescimento de 27,2% no número de suicídios cometidos por pessoas na faixa etária entre 15 e 29 anos. É assustador pensar que tantas pessoas não viam mais razões para viver. Mais aterrorizante ainda é perceber que parte da culpa é minha e sua. Estamos tão focados nas nossas próprias metas e sonhos, que esquecemos de olhar para o outro. Olhamos muito e enxergamos pouco. A vida de aparências que todos nós mostramos tem bastado. Ninguém procura conhecer o outro a fundo.

As relações se tornaram tão superficiais que simplesmente não percebemos quando algo vai mal dentro de outra pessoa. É menos desgastante fingir que o sorriso forçado do outro é verdadeiro. Se aprofundar nos problemas alheios custa tempo, paciência e EMPATIA: “Minha vida é tão corrida, mal tenho tempo para mim, quanto mais para me preocupar com o problema do outro”. Apontar os defeitos de outra pessoa faz com que nos sintamos melhores, menos pecadores. O ego infla e machuca quem está de fora.

Eu poderia listar milhares de atitudes que cometemos diariamente e que colaboram para que as pessoas se sintam vazias e sozinhas. Por detrás das cortinas, todos somos iguais. Temos medos, dores, sonhos e vontades secretas. Erramos, acertamos e aprendemos. Se você é mais forte, use sua força para ajudar o outro que é mais fraco. Não seja o tipo de pessoa que derruba, ajude a levantar. Seja aquela pessoa que incentiva. Não estamos aqui para competir. Quando você levanta alguém, você não fica para trás e nem perde, você GANHA. E esta vitória não é física e nem palpável, se é que você me entende.

Ser uma pessoa FODA não é chegar lá no topo sozinha, mas conseguir levar o máximo de pessoas junto com você!

A felicidade não está no possuir, mas no desfrutar

“Era fim de tarde. As folhas dançavam no embalado daquela brisa gelada de outono. O céu brilhava em um misto de cores quentes, despedindo-se do astro Rei. De repente, uma borboleta cor de violeta pousa em sua mão. Era doce e leve. Porém, antes que pudesse toca-la, se foi como um sopro composto pela liberdade do agora. Voando era ainda mais bela. E foi assim, que aquela garota sentada na varanda compreendeu que a felicidade não está no possuir, e sim, no desfrutar”.

Desde que nascemos somos induzidos a acreditar que precisamos ‘ter’ para sermos realizados. Basta entrarmos na idade escolar – que está cada vez mais precoce – para que a pressão comece: “Se não estudar não vai ter dinheiro”; “Precisa tirar boas notas para ter um bom carro”; “Trate de estudar senão não terá nada no futuro”. A moeda de troca para a criança criar interesse pelos estudos é a chantagem sobre bens materiais. Sobre possuir algo: “Se passar de ano na escola, a mamãe te dá um brinquedo novo”.

Poucos são os pais – e a esses dedico meus aplausos – que ensinam seus filhos a ‘serem’ seres humanos. Há muito só se criam máquinas focadas em conquistar os melhores empregos, os melhores carros, as melhores roupas e as maiores casas. O resultado: jovens traiçoeiros, manipuladores e mimados. Buscam incessantemente a felicidade em coisas tangíveis. Acreditam que o conceito: casa, carro, família e um cachorro é a receita para uma vida feliz. E assim passam a vida toda em uma busca frustrada pela realização pessoal.

A primeira grande decepção chega logo na adolescência, com o primeiro ‘pé na bunda’ ou um amor não correspondido. Dói na alma. “Como assim o/a fulaninho (a) não me quer? Eu o/a amo demais. Ele (a) não pode fazer isso comigo”. Em qual momento da história humana foi nos dada a posse de algo ou alguém? O que nós sentimos e o que criamos dentro de nós é nossa responsabilidade e não do outro. Por isso devemos cuidar com amor e dedicação do nosso interior, pois isso ninguém jamais poderá tirar de nós.

O ser humano tem a falsa ideia de que possui coisas e pessoas. E é essa ilusão de possuir que traz tanta dor e sofrimento. Todos os dias, vejo homens e mulheres chorando pelos cantos, lamentando terem perdido a/o namorada (o). Um casamento que não deu certo soa como o fim da linha para alguns. A verdade é que sofremos imensamente pelas perdas. Porém, não se perde aquilo que nunca se teve. Concorda? Não é possível deixar de ter algo que nunca se possuiu.

Eu, no baixo dos meus 26 anos, apegada a momentos e pessoas que sou, aprendo diariamente a desapegar da forma correta daquilo que meu ego insiste em dizer que é meu. Nossa vida é composta por instantes, alguns mais longos, outros passageiros. Recentemente vivi quatro dias intensos com pessoas que até então não conhecia. E, como sempre, eu não queria que aquilo terminasse. Estava tão feliz, mas deixei a tristeza invadir meu peito só por causa da ansiedade de saber que iria acabar. Eu não queria perder aquele momento.

Então, entrando no mar, uma amiga me disse: “Você precisa aceitar que o que vivemos foi maravilhoso, mas acaba aqui. E a partir de agora novas coisas virão. Novas pessoas. Novos momentos tão bons como esse”. Cara, é isso. O segredo da felicidade não está em ter algo, mas sim em desfrutar disso. Os momentos são únicos, o que passou, se foi e não volta. O mais valioso da vida é o agora. A ansiedade advinda do medo de perder nos impede de vivermos intensamente aquilo que nos foi dado – ou emprestado, como costumo chamar.

Quando entendemos que as pessoas não são nossa posse, assim como fomos ensinados sobre os bens materiais, então aprendemos a lidar melhor com os finais. Cara, não é por que seu relacionamento acabou, que isso significa que ele não deu certo. Deu, sim e deu por muito tempo. No entanto, as pessoas são livres. Ninguém está preso a ninguém. Aproveitem enquanto essa união está trazendo felicidade para ambos. E se amanhã um dos dois sentir a necessidade de voar por outros ares, deixe ir. O fluxo da vida corre assim. Pássaro preso não canta, lamenta.

A verdadeira felicidade está dentro de nós. Se você busca sua paz e alegria exteriormente, então você será para sempre frustrado. As pessoas com quem nos relacionamos não podem ser responsáveis pelo nosso bem estar. Elas devem somar no que já é completo. A partir do momento que nos sentimos despedaçados pela ‘perda’ de alguém, é sinal de que algo não vai bem dentro de nós. As pessoas são egoístas, precisam do outro para se sentirem completas e não por que amam simplesmente. As relações humanas deixaram de ser sinceras e passaram a ser um jogo de interesse.

O ser humano passou a se relacionar com o outro não por que ama, mas por que precisa de estabilidade. A sociedade cobra pelo casamento. E devido a isso muitas pessoas entram em relações falidas na ilusão do comercial de margarinas. E aí, quando o outro decide partir, o ego leva uma surra e não se conforma: “Por que ele (a) fez isso comigo? Eu não merecia. Estou sofrendo. Ele (a) acabou com a minha vida”. Eu, eu, eu, eu, eu, eu. Como se a outra pessoa não tivesse o direito de voar. Criamos na nossa mente a falsa ideia de possuir alguém. Então, a vida nos mostra que nada é nosso e isso machuca o ego.

Portanto, a partir de hoje, comece a ver os momentos e as pessoas como instantes. Entenda que tudo nos é emprestado pelo Universo. Cada ser que cruza nosso caminho o faz por algum motivo. E o nosso querer, meu amigo, infelizmente nem sempre é o melhor para nós e para o outro. Se entregue. Sinta e desfrute de tudo o que ama e que te faz feliz. E quando precisar partir, deixe ir. Já não te pertence mais. Foi seu por um instante. Pelo tempo que tinha que ser. E foi maravilhoso, não foi? Tudo o que tentamos segurar acaba por nos machucar. A liberdade é a fonte da vida.

“A mão em que a borboleta pousou e lhe permitiu a liberdade, poderia ter sido a sua sentença de morte, caso a tivesse prendido”.

A indiferença matou antes do frio

“Mais um morador de rua morre de frio em SP – caso é o 5º registrado na cidade”. Após lermos essa frase ficamos perplexos, sentimos compaixão e… só! São poucos os que se mobilizam para realmente ajudar a amenizar um problema que nasceu lá atrás. Será que a culpa é só do governo? Quantos de nós abrimos as portas das nossas empresas e negócios para uma pessoa que está voltando para a sociedade? Se eles estão lá é por nossa culpa, também. A cada novo morador de rua que morre de frio se vai com ele um pouco da nossa humanidade.

Quantos de nós passamos todos os dias por pessoas invisíveis nas ruas e nem sequer damos bom dia? Se tornou normal conviver com esse problema e, atualmente, as pessoas não se importam mais. Afinal, eu não tenho nada a ver com isso. Esse problema não é meu. Errado! O bem estar de todos os seres que habitam o Planeta Terra é nossa responsabilidade. Virar as costas para quem precisa, seja um animal ou um ser humano, é egoísmo. A indiferença mata aos poucos. Perdemos a dignidade e a vontade de viver a cada não que recebemos e a cada olhar de desprezo que nos lançam.

Nossa rotina está cada dia mais turbulenta: trabalho, estudo, filhos, família, afazeres da casa, academia, curso de inglês, etc. Não temos mais tempo de olhar para o lado e enxergar nosso semelhante que sofre e que luta todos os dias para sobreviver em meio à selva de pedra. Estamos deixando de nos importar com as dores do outro. Não nos preocupamos em saber o que levou aquela pessoa às ruas. Pode ter sido o fim de um casamento, a demissão de um emprego, a depressão pela perda de um ente querido, dentre muitos outros problemas.

É muito mais fácil e reconfortante pensar que foi uma escolha própria morar na rua e que por esse motivo não precisamos nos mobilizar para ajudar. O ser humano tem o costume de julgar situações que ele não vive e que acredita que nunca irá viver. No entanto, o mundo é um moinho e não sabemos o dia de amanhã. Também não conhecemos o ontem do outro. Quantas histórias de vida não se escondem por trás dessas pessoas que caminham pelas madrugadas com seus cobertores à procura de um local quente para se abrigarem.

É muito mais fácil se reerguer quando se tem apoio, uma casa e condições morais. Quando se está nas ruas, sem higiene, as portas se fecham e as pessoas preferem fechar os olhos, também. O “EU” vem em primeiro lugar. Devemos fazer a nossa parte, nem que seja uma gota no oceano. Compartilhar uma notícia da morte de um morador de rua não irá mudar esse quadro. Cumprimente, ofereça alimentos, roupas limpas e um emprego, se for possível. Não dê audiência para tragédia, dê oportunidades de mudança. Se você não puder fazer algo concreto, ajude e incentive quem pode! Use a sua voz para algo que realmente faça a diferença. E não espalhe indiferença, ela mata!E se fosse você?

Parece clichê, mas você atrai o que transmite

Muito ouvimos falar sobre a lei do retorno, mas será que essa força oculta realmente existe? Tenho absoluta certeza que sim. No entanto não é tão fácil perceber o seu efeito em nossas vidas. É preciso observar! Com a rotina acelerada em que vivemos acabamos por deixar nossas ações no automático. Habituamo-nos a reclamar e a esbravejar palavras ruins cada vez que algo sai do nosso controle ou não nos agrada. Não deveria ser assim, mas o ser humano tem mais facilidade em ver o lado negativo das coisas.

É preciso entender que tudo acontece por algum motivo. Estamos conectados ao universo e forças positivas e negativas atuam sobre nós o tempo todo. Algumas pessoas são mais sensíveis a isso e outras menos, mas a verdade é que todo ser humano atrai para si aquilo que tem emitido com mais freqüência. Você não precisa ser uma pessoa má para atrair coisas ruins para você. Basta que acumule pensamentos e sentimentos negativos dentro si. Pessoas assim tendem a ter mais problemas de saúde, dores tensionais, etc. Além de não conseguirem sentir alegria nos pequenos detalhes.

Quando alguém nos fere e deixamos que isso nos consuma, produzimos energias negativas a nós mesmos. E ainda liberamos isso ao universo e a quem nos fez mal de alguma maneira. É necessário realizarmos um exercício diário para mudarmos nossas atitudes frente aos acontecimentos da vida. Deixar o ego de lado demanda muito treino mental, pois temos a péssima mania de nos colocarmos em primeiro lugar. Entretanto, a empatia pelo outro faz bem a quem recebe e mais ainda a quem emite.

Você já parou para pensar que a vida desta pessoa que te fez mal pode estar pior do que a sua? Portanto, ao invés de preencher o universo dela com mais vibrações negativas, devolva energias positivas. Seja gentil! Em seu interior mentalize coisas boas a favor dela. E isso vale para todas as situações diárias que nos impulsionam a reclamar e nos consomem com energias ruins. Aprenda a enxergar o lado bom em tudo. Estava atrasado e ficou preso no trânsito? Aumente o volume do rádio e pense que talvez seja um livramento de algo pior.

E nunca se esqueça de agradecer. Seja positivo! Lute pelos seus sonhos, mas seja grato pelo que você já possui. Isso que talvez você ache pouco pode ser o desejo de outra pessoa. Acredite no poder que você tem de atrair o que quiser. Se ame e ame sua vida! Acorde feliz por ter saúde e por ter condições físicas e mentais de tornar o seu dia o melhor de todos. Preste atenção aos pequenos sinais e absorva tudo de bom que acontecer ao seu redor. Boas vibrações atraem boas notícias. Mentalize isso diariamente e observe a mudança!

Deixe fluir: sobre o poder positivo das mudanças

 

Vivemos em um mundo onde tudo acontece muito rápido. O que está em alta hoje, amanhã todo mundo já esqueceu. Os bens materiais, os momentos e os relacionamentos estão sendo substituídos em uma velocidade muito grande. No entanto, isso me faz pensar por qual motivo as pessoas têm tanto medo das mudanças, sendo que vivem em uma constante evolução? Tudo tende a caminhar para frente e a seguir a estrada do crescimento. É assim desde que éramos apenas um espermatozóide.

Entretanto, por que as mudanças assustam tanto? O mistério e a incógnita que o novo causa dentro de nós provoca insegurança e medo. A rotina e o hábito acomodam. E isso vale tanto para coisas boas como ruins. O ser humano é adaptável e se acostuma às situações. Por isso é tão difícil se deixar permitir viver um novo emprego, uma nova cidade, um novo país, um novo amor… A dúvida de como será o depois impede que muitas pessoas conheçam algo melhor.

Você já parou para pensar que essa situação que hoje você acha “boa”, talvez nem seja tão boa assim? A comodidade nos faz aceitar, muitas vezes, menos do que merecemos. Será que vale a pena viver uma vida mediana apenas por que esta está “bem assim”? É aquele velho ditado: “Melhor não mexer no que está quieto”. Será? O mundo é gigante e possui milhares de oportunidades, de pessoas, empregos e amores a serem descobertos. Basta arriscar e deixar fluir.

Tem uma prima minha que sempre me diz: “O não você já tem”. E é isso! A possibilidade de não dar certo qualquer que seja a sua escolha, você já tem. Porém, e se der certo? Já imaginou que incrível? Agora, se não for da maneira que você esperava e for necessário recomeçar ou retornar ao ponto de partida, ok também. Na vida tudo é aprendizado. E mesmo essa tentativa, talvez frustrada, irá te trazer maturidade e mais experiência para tentar de novo. E de novo. E quantas vezes forem necessárias.

Mudar, evoluir, crescer, tudo isso faz parte do ser humano. A vida não pertence ao estático, ela pertence ao que flui. Mantenha-se aventureiro, curioso e sempre disposto a aprender. A evolução pessoal deve ser gradativa e constante. Não estacione! Seja como um rio e deixe que as mudanças aconteçam naturalmente. Sem receio. Permita-se ter uma mente aberta e pronta a receber o novo. Viaje sozinho. Conheça pessoas diferentes de você. Visite lugares inusitados e com uma cultura alheia a que você está habituado.

Se surgir uma nova oportunidade em alguma situação da sua vida e você sentir aquela coceirinha para aceitar, não hesite. Arrisque! Não deixe seus sonhos guardados em uma gaveta no seu coração e na sua mente. Permita-se tentar, errar, viver e vencer! Abra-se para novas ideias, novos momentos, novos costumes. Sinta-se livre para ser o que quiser e ir para onde desejar. O medo é inimigo da evolução! Não passe a vida toda admirando quem tem coragem. Voe!